Ansiedade, ansiedade, ansiedade...
Meu peito dói. Não é uma dor metafórica, um aperto enorme, constante e sem solução aparente. Numa cidade de 200 mil habitantes me sinto enclausurado, não tenho para onde ir, o medo de ficar para sempre aqui ou ser obrigado a voltar me corrói. O que fazer, tenho e não tenho dinheiro, tenho e não tenho trabalho. Nunca tive nada de valor na vida, a primeira coisa que consegui foi essa ferramenta que uso agora para escrever. Hoje senti de novo a vontade de não estar vivo e ter que enfrentar o que vem pela frente. Quanto desepero. Não quero estar assim, racionalmente acho que não preciso estar assim. Muito medo de perder meu brinquedo preferido. Saudade daquela única que conseguia me acalmar, a única capaz de me fazer acreditar que tudo ficara bem. Será que dessa vez estou completamente sozinho?


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