Monday, February 11, 2008

GRAVIDADE

Toda vez que alguém perto de mim fica doente, não um resfriado qualquer ou um probleminha de estômago, mas realmente doente penso no quanto nossa vida é frágil. Eu vou fazer 31 anos e por incrível que possa parecer, já existem doenças como câncer acontecendo muito perto de mim e com pessoas mais jovens do que eu.

A ousadia da juventude, que tudo pode, devagar vai sendo substítuida pela preocupação com a fragilidade da vida, vivemos por um fio. Usamos esse fio de maneira irresponsável para tecer cada dia que temos a chance de viver. Onde está o fim? Onde está a justiça? Onde está o propósito das coisas?

Pensar que amanhã posso não estar aqui, me faz querer viver mais em menos tempo. VIVA RÁPIDO E MORRA JOVEM. Tanto para fazer, e a vida insiste em nos levar no seu próprio passo, cada jovem doente trás consigo questões universais sobre o tempo humano, não existe relógio pra contar o tempo de alguém jovem que vai embora ou tem que lutar contra o próprio corpo.

Parece mesmo injusto uma jovem mulher descobrir que terá que conviver a vida inteira com a sombra de uma doença grave, a expresão tão cheia de vida toma outro contorno quando vivemos num tempo que se esvai entre os dedos, se estamos cheios de vida, essa vida é areia numa ampulheta que não respeita a gravidade.

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