Friday, February 22, 2008

DRUG EFFECT

Sem palavras para descrever....

http://youtube.com/watch?v=vWmJ0wT09WE

comparado com

http://youtube.com/watch?v=NljDFufYmOY

é duro.....

Wednesday, February 20, 2008

SEDE DE VER

O mundo é um deserto
Você anda pela CIDADE e sua sede aumenta
Você quer levar um pouco de água
Quantas gotas por segundo lhe dão dessa água
Fico melhor com 24 gotas por segundo
Gotas cumpridas ou compridas me fazem sentir mais confortável
Se pudesse beber um oceano dessa água
Minha alma se inundaria
Sede do que?
SEDE DE VER

Monday, February 11, 2008

GRAVIDADE

Toda vez que alguém perto de mim fica doente, não um resfriado qualquer ou um probleminha de estômago, mas realmente doente penso no quanto nossa vida é frágil. Eu vou fazer 31 anos e por incrível que possa parecer, já existem doenças como câncer acontecendo muito perto de mim e com pessoas mais jovens do que eu.

A ousadia da juventude, que tudo pode, devagar vai sendo substítuida pela preocupação com a fragilidade da vida, vivemos por um fio. Usamos esse fio de maneira irresponsável para tecer cada dia que temos a chance de viver. Onde está o fim? Onde está a justiça? Onde está o propósito das coisas?

Pensar que amanhã posso não estar aqui, me faz querer viver mais em menos tempo. VIVA RÁPIDO E MORRA JOVEM. Tanto para fazer, e a vida insiste em nos levar no seu próprio passo, cada jovem doente trás consigo questões universais sobre o tempo humano, não existe relógio pra contar o tempo de alguém jovem que vai embora ou tem que lutar contra o próprio corpo.

Parece mesmo injusto uma jovem mulher descobrir que terá que conviver a vida inteira com a sombra de uma doença grave, a expresão tão cheia de vida toma outro contorno quando vivemos num tempo que se esvai entre os dedos, se estamos cheios de vida, essa vida é areia numa ampulheta que não respeita a gravidade.

Wednesday, February 06, 2008

Você tem medo de que?

Cada novo passo, ou salto, no caminho profissional gera insegurança. Cada oportunidade que se abre, parece um monstro malvado querendo te devorar, eu tenho medo. Novas responsabilidades que parecem sempre muito mais pesadas do que se pode carregar, eu tenho medo. Um sujeito novo que chegou para te cobrar o impossível, pelo menos na sua cabeça amedrontada, eu tenho medo.

Tento olhar para trás e ver que por várias vezes senti medo e mesmo assim me joguei e conquistei o lugar que merecia, nada adianta, o medo é irracional.

Tento vencer o medo, dar aquele telefonema e resolver logo o assunto, mas a pessoa nunca atende o telefone, sentem o cheiro do meu medo.

Quando não a mais o que ser feito o acaso cuida para que haja o encontro, a conversa, o acerto e a paz toma conta das relações, afinal o monstro tem uma cabeça só, a minha.

Cada dia recomeça a angústia do confronto, dói muito mais ter medo do que qualquer dor que o problema em si causaria. Luto para me desprender da timidez e da necessidade de aceitação, cada dia como um São Jorge mato meus dragões na lua.